A Costa Leste e o Oceano Índico

A Costa Leste e o Oceano Índico

A Costa Leste e o Oceano Índico

A costa leste ostenta uma vegetação luxuriante onde convivem florestas tropicais, árvores-do-viajante, palmeiras e bananeiras. De norte a sul de Madagascar, entre as Terras Altas e o Oceano Índico, ela apresenta uma

A costa leste ostenta uma vegetação luxuriante onde convivem florestas tropicais, árvores-do-viajante, palmeiras e bananeiras. De norte a sul de Madagascar, entre as Terras Altas e o Oceano Índico, ela apresenta grande diversidade: o litoral é bordeado de colinas baixas recortadas e florestas densas. A costa pontua seus vilarejos de pescadores e abriga verdadeiros paraísos como Sainte-Marie (Nosy Boraha). O interior é um rosário de pântanos, lagoas e canais (Canal dos Pangalanes) e, mais acima, um reino de florestas (parque nacional de Andasibe-Mantadia). Nas colinas elevadas, a baunilha-bourbon, o café arábica e o cravo-da-índia perfumado encontram as condições ideais de temperatura e umidade para prosperar. Fortemente influenciada pelos ventos alísios, a melhor época para visitar a costa oriental é outubro/novembro ou abril/maio.

Uma variedade de frutas exóticas

Ao pisar pela primeira vez na costa leste de Madagascar, o viajante europeu é imediatamente impressionado pela abundância de frutas tropicais. A lichia suculenta e doce, a manga amarelo-alaranjada, o abacaxi carnudo, a fruta-do-conde importada das Antilhas, a divina graviola que esconde um gosto requintado sob sua casca espinhosa, sem esquecer a banana, o fruto nacional do país. Você ficará encantado com o catálogo de sucos naturais oferecido pelos hotéis e pequenas estalagens de Moramanga, onde costumam parar as linhas de ônibus que ligam a capital a Toamasina, a principal cidade do Leste.

Ócio e preguiça, na terra do moramora

Esta produção frutífera é resultado da pluviosidade contínua que faz tanto a desgraça quanto a fortuna dos insulares. Às vezes chove sob um céu azul e ensolarado. Pequenas chuvas dissipando o calor, aguaceiros de final de tarde ou inundações destruindo a totalidade das colheitas: o diktat das chuvas é implacável. Os Betsimisaraka devem sem dúvida sua despreocupação a este clima desconcertante. A propensão ao ócio, o amor pelo ganho fácil e o temperamento quente caracterizam esta etnia. Os jovens costumam pensar mais em fazer negócios do que em prosseguir com estudos superiores. O clima tropical resulta também em uma incrível profusão de vegetação e habitações de estilo original. As casas rústicas em falafa conferem uma unidade paisagística forte aos vilarejos da costa leste: Foulpointe ou Mahavelona, que era outrora o centro de férias preferido dos franceses; Mahambo, cujas ondas bem ritmadas atraem surfistas; Mahanoro, uma etapa agradável durante uma descida do canal dos Pangalanes; e Mananjary, onde os habitantes nascem, casam e morrem sob as plantações de canela e cravo-da-índia. O alinhamento das casas de pescadores cobertas de folhas de bananeira ou árvore-do-viajante secas é um quadro encantador. Atrás dos hotéis de luxo à beira-mar desenham-se paisagens de mangue e lagoas que abrigam uma vida aquática extraordinária.

Os destinos recomendados

Toamasina, na terra dos Betsimisaraka

A bordo de um riquixá ou estendido na praia, os braços escorrendo de suco de jaca ou lichia: essa é a imagem que temos de um circuito em Toamasina. A cidade portuária conserva vestígios históricos anteriores à colonização francesa: o museu do Porto, o museu da Universidade, o forte do Manda, etc. A fachada costeira é magnífica, mas não menos perigosa. É melhor contemplá-la de longe. Tubarões e barracudas rondas as proximidades.

Foulpointe

A 60 km nos arredores de Toamasina, Foulpointe se apresenta tanto como um destino de férias familiar quanto um centro ativo de mergulho. Seus fundos marinhos são repletos de estrelas-do-mar, anêmonas, ouriços-do-mar e corais de cores vibrantes. Nos últimos anos, a estação ganhou prestígio colocando em destaque o turismo de golfe.

Sainte-Marie, a mais selvagem

Extensões de areia branca, pequenas enseadas, cachoeiras secretas, piscinas naturais de águas cristalinas... A ilha de Sainte-Marie, também conhecida como Nosy Boraha, era outrora um refúgio de piratas. Esses marujos vinham procurar o purgatório depois de uma longa vida de violência e devassidão. Por sua vez, desfrute da doçura de viver na ilha samarina. O festival das baleias anima a praia durante julho. Em qualquer época do ano, excursões de barco são propostas para descobrir sítios de toda beleza: a Ilha das Esteiras, o sepultamento dos piratas, a baía de Ampanihy e seu labirinto de mangues... A calma e a tranquilidade são garantidas nesta ilha que teve a sorte de escapar dos potentados do turismo.

O parque nacional de Andasibe

É impossível explorar a costa leste de Madagascar sem fazer um desvio pelo maravilhoso parque nacional de Andasibe-Mantadia. Equivaleria a viajar pelo sul da França e deixar de lado as Calanques. A fraca presença das atividades humanas explica a densidade das florestas primárias de Andasibe e o número considerável de espécies residentes, cuja endemicidade é igualada apenas por sua diversidade. Lêmures, camaleões, orquídeas, samambaias arborescentes e pássaros de todo tipo estão à espera de descoberta no parque. A espécie vedete é, sem dúvida, o indri indri (babakoto em malgaxe). Mede 70 cm de altura e às vezes pesa até 7 kg. É o maior lêmure da Grande Ilha.

Ao deixar Andasibe, alugue uma canoa para acessar a reserva Vakona, um santuário animal privado. Lá você observará lêmures, crocodilos e fosa (um mamífero carnívoro) em seu habitat natural. Entre equitação, passeio em piroga e caminhada a pé na floresta, a reserva Vakona é também uma joia do ecoturismo malgaxe.

Canal dos Pangalanes, um destino de excursão prestigioso

Para terminar sua jornada na costa leste, uma excursão fluvial pelo Canal dos Pangalanes é imprescindível. Ela começa em Foulpointe e termina em Farafangana. O vai-e-vem de barcaças e barcos coloridos é uma atração em si. Em alguns momentos, o barco cruzará com frágeis embarcações de madeira carregando cargas de produtos agrícolas destinados às cidades vizinhas. O cruzeiro apresenta as estratégias de existência dos pescadores locais: criação de camarões, processamento de pepino-do-mar, uso de plantas medicinais encontradas no caminho, brincadeiras de crianças na margem e o caloroso cumprimento dos marinheiros proporcionarão temas de alegria e curiosidade.

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