Perspectivas cruzadas por Henriette Palavioux
Diz-se que para conhecer um país é preciso antes amar seus habitantes, e em Madagascar temos a abundância de escolha, tantas são as etnias, as línguas e as tradições misteriosas. A alma malgaxe é generosa e profunda. Os
01 de maio de 2015
Diz-se que para conhecer um país é preciso antes amar seus habitantes, e em Madagascar temos a abundância de escolha, tantas são as etnias, as línguas e as tradições misteriosas. A alma malgaxe é generosa e profunda. Os homens e as mulheres vivem ao ritmo dos elementos, as praias são paradisíacas, as cores da água indecentemente belas, e ainda encontramos aldeias acessíveis apenas pelo mar.
É o paraíso dos viajantes que buscam um lugar onde as paisagens, a fauna e a flora formam mundos como nenhum outro: os baobás gigantescos lá abundam e parecem plantados de cabeça para baixo. Os lêmures noturnos se aninhavam nas concavidades dos troncos das árvores, enquanto outros adotam um andar que se parece com uma dança.
Os camaleões, de reputação duvidosa, vestem-se de cores arco-íris como para se fazerem melhor apreciados, e as grandes reservas geológicas naturais têm às vezes origens muito misteriosas. Mas acima de tudo, o amor que Madagascar suscita vem de seus habitantes generosos e sorridentes, alegres e solidários, à imagem dos Tsingy, palavra que significa « na ponta dos pés », uma boa maneira talvez de abordá-los.
© Henriette PALAVIOUX - Grande Viajante e Fotógrafa


